O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou a sessão desta sexta-feira (23) em alta de 0,30% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 12,68 por bushel. Apesar da valorização diária, a oleaginosa acumulou a segunda semana consecutiva de perdas.
Segundo a Granar, os preços receberam suporte de operações de hedge realizadas por investidores e da valorização do petróleo, negociado em torno de US$ 103 por barril. A commodity energética foi impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no fim de fevereiro.
No mercado de exportação, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não confirmou novas vendas antecipadas de soja da safra 2026/2027 para a China nesta sexta-feira. Ao longo da semana, porém, o órgão informou transações de 1,062 milhão de toneladas para o país asiático, além de 261 mil toneladas para destinos não especificados e 165 mil toneladas para a Espanha.
Os ganhos da sessão foram limitados pelo avanço da colheita norte-americana e pela entrada de novos volumes de grãos no mercado. A previsão de tempo seco no cinturão produtor de soja e milho dos Estados Unidos deve favorecer os trabalhos no campo durante o fim de semana. A exceção são áreas das Grandes Planícies, onde as chuvas têm provocado atrasos na colheita.
Milho
O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou a sessão na Bolsa de Chicago com queda de 0,98%, cotado a US$ 4,56 por bushel.
