Um sensor óptico cuja produção custa cerca de US$ 10 (cerca de R$ 50) pode abrir caminho para monitorar a glicose sem perfurar a pele. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, em parceria com a startup GlitterinTech, o dispositivo usa a luz para analisar substâncias com alta precisão e tem potencial para ser incorporado a relógios inteligentes e outros aparelhos portáteis.
Em testes, descritos em artigo publicado em abril na revista Nature Photonics, a equipe conseguiu demonstrar a utilidade do equipamento para acompanhar a glicose durante períodos prolongados. O resultado é promissor, mas ainda preliminar: são necessários novos estudos para avaliar a precisão da tecnologia em diferentes pessoas e situações antes que ela possa ser considerada uma alternativa aos métodos atuais.
Como o sensor funciona
O dispositivo é um espectrômetro óptico, ou seja, um instrumento que analisa a interação entre a luz e diferentes substâncias para identificar materiais ou estimar sua composição. A técnica é empregada em laboratórios, na indústria e em pesquisas ambientais, mas os equipamentos tradicionais costumam ser caros e volumosos.
No geral, reduzir as dimensões desses dispositivos significa perder a sua precisão ou capacidade de medição.
Sensor de R$ 50 criado na Inglaterra mede glicemia sem necessidade de agulhas
