*Manoel Acioli é doutor em psicologia e especialista em terapias gamificadas e RPG terapia.
A indústria dos games sabe transformar nostalgia em expectativa pelo próximo lançamento. Entre remakes e remasterizações, revisitar uma aventura pode significar também reencontrar as lembranças de quando a jogamos.
O próximo convite tem data: em 5 de novembro, The Legend of Zelda: Ocarina of Time ganha uma nova versão para Nintendo Switch 2. Para quem conheceu Hyrule na infância, a volta pode despertar uma pergunta: o que esperamos reencontrar naquele mundo depois de tudo o que mudou em nossa vida?
Em Ocarina of Time, essa pergunta encontra uma história que também trata de crescer e retornar. Lançado originalmente em 1998 para Nintendo 64, o jogo acompanha Link em uma aventura para salvar o reino de Hyrule da ameaça de Ganondorf. Entre florestas, vilarejos e templos, o protagonista precisa explorar lugares, resolver desafios e descobrir como seguir adiante.
Em certo momento, ao retirar a Espada Mestra de seu pedestal, Link atravessa sete anos e desperta mais velho. Mais adiante, poderá viajar entre as duas épocas. Para quem retorna ao jogo depois de adulto, há uma aproximação possível: o personagem atravessa o tempo dentro da aventura, enquanto o jogador percebe o tempo que passou fora dela. Mas a possibilidade de voltar tem alcances diferentes nos dois casos. Podemos reiniciar a partida.
