Após alcançar o recorde de 49,1 milhões de toneladas entregues em 2025, o mercado brasileiro de fertilizantes deve registrar uma retração estimada entre 10% e 15% em 2026. Os dados e análises foram apresentados no 20º Simpósio Sindiadubos NPK 2026, realizado em Curitiba (PR), pelo Sindiadubos-PR (Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná).
O desempenho de 2026 reflete um ambiente de volatilidade de preços e pressões geopolíticas no cenário internacional, somado a fatores econômicos e regulatórios no âmbito doméstico. Entre as variáveis externas citadas estão conflitos geopolíticos, sanções comerciais e restrições de navegação, que impactaram o fornecimento.
No mercado interno, a alta nas taxas de juros, os custos de frete e alterações na tributação estadual e federal afetaram as margens de rentabilidade e a capacidade de investimento do produtor rural. Diante do custo total de produção e da redução do poder de compra, observou-se maior cautela na aquisição de insumos.
Segundo a estimativa detalhada pelo engenheiro agrônomo Jeferson Souza, analista da Agrinvest Commodities, as entregas em 2026 devem fechar em 43,6 milhões de toneladas, valor 11% inferior ao registrado em 2025.
De acordo com o levantamento da consultoria, o recuo na aplicação de nutrientes acumulado de janeiro a setembro atingiu os diferentes adubos.
