BRASIL - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes rejeitou, nesta sexta-feira (23), a queixa-crime apresentada por Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, contra o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Na decisão, o ministro citou a imunidade parlamentar e apontou ausência de justa causa para a abertura de investigação.
O caso envolve declarações dos dois parlamentares sobre uma apuração preliminar de suposto estupro de vulnerável atribuído a Gaspar. A investigação foi arquivada por determinação do próprio Gilmar Mendes, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar pelo encerramento do caso por considerar frágeis os elementos apresentados.
Gilmar Mendes cita imunidade parlamentar
A queixa-crime por injúria e calúnia teve origem em um confronto ocorrido em março de 2026, durante uma reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Na ocasião, Alfredo Gaspar era relator e apresentava o relatório final da comissão quando foi interrompido por Lindbergh Farias, contrário ao documento.
Durante a discussão, o deputado chamou Gaspar de “estuprador”. Posteriormente, nos corredores do Congresso Nacional, Lindbergh e Soraya concederam uma entrevista coletiva na qual mencionaram a apuração preliminar da Polícia Federal (PF).
Ao analisar o caso, Gilmar Mendes afirmou que o episódio foi marcado por hostilidade recíproca e antagonismo político.
