A água-viva Turritopsis dohrnii consegue reverter seu ciclo de vida e voltar a uma fase juvenil. Cientistas investigam os mecanismos genéticos por trás dessa capacidade para descobrir se eles podem contribuir para tratamentos contra doenças relacionadas ao envelhecimento.
A pesquisa busca entender se esse processo pode ajudar a regenerar tecidos humanos, com possíveis aplicações na recuperação de lesões e no tratamento de doenças degenerativas.
Como a água-viva reverte seu ciclo de vida
Quando enfrenta condições adversas, a Turritopsis dohrnii pode interromper seu desenvolvimento e se transformar em uma massa de células. Em um a três dias, surge um pólipo, estágio inicial que cresce e forma uma colônia capaz de produzir novas águas-vivas adultas.
O fenômeno chamou a atenção dos pesquisadores em 1992, quando um cientista italiano encontrou pólipos em um recipiente onde havia deixado os animais sem alimento durante um fim de semana. A descoberta levou os cientistas a investigar como a espécie consegue voltar a uma fase anterior do desenvolvimento.
Uma das explicações está na transdiferenciação. Nesse processo, determinadas células adultas perdem suas características especializadas e assumem outras funções, permitindo a formação do pólipo.
“De uma água-viva que não morre, você consegue esta colônia que pode formar centenas de outras”, explica a bióloga marinha Maria Miglietta, da Universidade A&M do Texas em Galveston.
