BRASIL - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta sexta-feira (23) que não determinou a retirada de canais políticos do WhatsApp do ar e pediu que as plataformas digitais adotem tratamento igualitário em relação às campanhas que disputam o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
A manifestação ocorre em meio à disputa envolvendo o canal “Exército do Lula”, que reúne mais de 9 milhões de seguidores. Na quinta-feira (22), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, deu prazo de 24 horas para que a Meta, responsável pelo WhatsApp, apresentasse um relatório técnico sobre o funcionamento do canal, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Em nota, o tribunal afirmou que não há decisão determinando a retirada de canais do ar e classificou como indevidas interpretações de despachos que solicitam informações em prazos curtos.
TSE cobra tratamento igualitário das plataformas
Na manhã desta sexta-feira (23), ministros do TSE responsáveis pela área de propaganda eleitoral se reuniram com representantes da Meta, do X, do Google, do TikTok e do Kwai para discutir o cumprimento da legislação eleitoral.
Segundo o tribunal, Kassio Nunes Marques pediu reforço de pessoal e atuação isonômica das empresas para garantir o cumprimento do plano de conformidade assinado pelas plataformas.
