O São Paulo protocolou contestação formal na Justiça contra a ação movida pelo ex-presidente Julio Casares, que solicita a declaração judicial de inexistência de gestão temerária em seu mandato. Conforme apuração do ge, o departamento jurídico são-paulino reagiu com forte indignação à petição inicial, qualificando os argumentos apresentados como “alucinações” e definindo o comportamento do ex-dirigente como “desleal e traiçoeiro”.
Na peça processual enviada ao tribunal, o clube sustenta que o ex-dirigente busca transferir ou anular responsabilidades administrativas diretas. Os advogados do Tricolor embasaram as alegações no relatório final elaborado pela Comissão de Ética interna.
O documento recorda que Casares admitiu ter utilizado o cartão corporativo institucional para despesas privadas, incluindo compras em charutarias, vestuário de luxo, restaurantes e salões de estética. A contestação também pontua a ausência de prestação de contas idônea referente a saques em dinheiro efetuados ao longo do período de gestão.
Julio Casares presidiu a instituição entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026, quando renunciou em meio a um processo de impeachment. Meses depois, em setembro de 2026, o Conselho Deliberativo oficializou a expulsão definitiva do ex-mandatário do quadro associativo por 224 votos favoráveis contra 2 contrários.
O departamento jurídico do clube ressaltou em juízo que o debate esportivo e associativo interno está consolidado e encerrado.
