Ex-presidente do São Paulo, Julio Casares entrou com um processo contra o Tricolor no final de setembro para tentar reverter a acusação de “gestão temerária” e, consequentemente, anular sua expulsão do Conselho Deliberativo. Na manhã desta sexta-feira, a defesa do clube apresentou contestação à Justiça, classificou os fundamentos expostos pelo ex-dirigente como “alucinações” e acusou Casares de se exaurir da responsabilidade de seus atos e tentar transferi-los a terceiros.
O processo corre na 9ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo. Ao entrar com a ação para reverter a acusação de gestão temerária, Casares alegou ter sido vítima de trama política e de acusações na mídia. A defesa do ex-presidente pediu, ainda, para que a aprovação das contas de 2021 a 2024, sob a justificativa de eficácia jurídica, anulasse qualquer possível responsabilidade sua; e que o uso do cartão corporativo para gastos pessoas, associado à devolução voluntária, fosse considerado regular, não configurando gestão temerária.
Já nesta sexta-feira, o São Paulo rebateu os argumentos apresentados pela defesa de Casares, os quais considerou “alucinações”. O clube solicita, à Justiça, a extinção da ação sem julgamento do mérito, por falta de interesse processual e a correção do valor da causa. Caso a ação prossiga, a defesa tricolor pede a total improcedência dos pedidos de Casares e condenação do ex-presidente ao pagamento de custas e honorários advocatícios.
