O empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Datafolha aumenta a pressão sobre os dois candidatos para o último debate do segundo turno, marcado para esta sexta-feira (23), na TV Globo, e pode alterar a estratégia de “foco propositivo”.
Fontes do PT e do PL admitem que a estratégia de amenizar discussões sobre denúncias e investigações pode não ser a ideal diante de um cenário de empate tão apertado.
As campanhas buscam explorar pontos vulneráveis dos adversários sem adotar uma postura excessivamente agressiva que possa afastar eleitores indecisos e de centro. Há ainda a preocupação com a falta de motivação do eleitorado, que pode levar a abstenção maior.
Levantamento divulgado na quinta-feira (22) mostra os dois candidatos com 50% dos votos válidos cada um. O Datafolha ouviu 2.520 pessoas entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Como mostrou a CNN, Flávio deve adotar uma postura menos provocativa do que no debate da TV Bandeirantes, realizado no domingo (18), responder mais diretamente às perguntas de Lula e dar mais espaço às próprias propostas. Economia popular, segurança pública, custo de vida, saúde, proteção às mulheres e manutenção de programas sociais estão entre os temas preparados pela campanha.
Lula, por sua vez, pretende manter o confronto concentrado em propostas e na defesa de seu governo.
