O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 6ª feira (23.out.2026) que o governo poderá manter as subvenções aos combustíveis em 2027, caso o preço internacional do petróleo continue elevado e a União registre arrecadação adicional com o setor. Ele também não descartou a continuidade do imposto sobre a exportação de petróleo bruto.
Em entrevista ao UOL, Durigan disse que a prorrogação das medidas dependerá das condições do mercado internacional e da disponibilidade de receitas extraordinárias. A legislação que autoriza o uso desses recursos para financiar as subvenções vale apenas para 2026.
“Se o Brent continuar num patamar muito elevado e a gente seguir percebendo que a gente vai ter recurso adicional, é sim possível, e acho que essa deve ser a proposta do presidente, manter essa ajuda”, declarou.
O ministro afirmou que o governo poderá apresentar uma nova proposta ao Congresso sem ampliar os gastos previstos no orçamento.
“Eu não vou pedir mais espaço fiscal, não vou gastar mais”, disse.
Durigan explicou que o orçamento de 2026 foi elaborado com uma projeção de petróleo a US$ 64 por barril. Com a cotação acima de US$ 100, a arrecadação federal aumentou, o que permitiu financiar parte das medidas para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Irã.
Segundo ele, o governo optou por utilizar a receita adicional para reduzir a pressão sobre os preços, em vez de melhorar o resultado primário.
