AGÊNCIA EINSTEIN | O hábito de deixar grande parte da alimentação para o fim do dia pode trazer consequências para a saúde intestinal, especialmente entre pessoas que vivem sob estresse crônico. É o que sugere um estudo apresentado em abril na Digestive Disease Week (DDW) 2026, um dos principais congressos internacionais de gastroenterologia.
A pesquisa identificou que pessoas que consomem mais de 25% das calorias diárias após as 21h e apresentam altos níveis de estresse têm maior probabilidade de sofrer alterações intestinais, como constipação e diarreia, além de menor diversidade microbiana.
Os pesquisadores analisaram dados de dois grandes bancos de dados populacionais norte-americanos e observaram que a combinação entre alimentação predominantemente noturna e estresse esteve associada a um risco até 2,5 vezes maior de alterações intestinais. Como se trata de um estudo observacional, os resultados apontam uma associação entre esses fatores, mas não permitem afirmar que comer tarde seja, por si só, a causa dos problemas digestivos.
O trabalho reforça um campo de pesquisa conhecido como crononutrição, que investiga como o horário das refeições influencia diferentes aspectos da saúde.
