O Tribunal Superior Eleitoral determinou na 5ª feira (22.out.2026) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) borre a imagem de Valdenice de Oliveira Meliga, conhecida como Val Meliga, em propagandas eleitorais na TV. A decisão atendeu parcialmente a um pedido de direito de resposta feito por ela contra a coligação Brasil Pronto pra Mais, composta pelas federações Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e Psol/Rede, além dos partidos PSB e PDT.
O placar ficou em 6 a 1 a favor do desfoque da foto. Ficou vencida a ministra Estela Aranha, que considerou suficiente a remoção voluntária do conteúdo já realizada pela equipe de Lula. Na análise preliminar para aceitar a ação, o tribunal decidiu aceitar o pedido por 5 a 2, com votos contrários dos ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.
A contestação é por causa da exibição de uma fotografia em que Val Meliga aparece ao lado de outras pessoas. A imagem foi veiculada no horário eleitoral gratuito de 11 de outubro, depois da fala “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante”, em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
Val Meliga declarou no processo que a associação prejudicou sua honra ao dar margem à interpretação de que integraria o grupo mencionado no programa. Ela foi tesoureira-geral do PSL no Rio de Janeiro quando a sigla era dirigida por Flávio Bolsonaro. É irmã de Alan e Alex Rodrigues Oliveira, presos em agosto de 2018 na operação Quarto Elemento.
