O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou uma queixa-crime apresentada por Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).
Ao rejeitar a queixa, Gilmar aplicou o citou da imunidade parlamentar e apontou ausência de justa causa para a abertura de uma investigação.
O embate político tem como pano de fundo uma investigação, já arquivada, de suposto estupro de vulnerável atribuído a Alfredo Gaspar.
O caso ganhou repercussão nacional após um pedido de abertura de inquérito enviado à Polícia Federal. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou arquivamento dessa apuração, ressaltando que os elementos apresentados eram frágeis.
O próprio ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento da investigação preliminar por falta de indícios.
Bate-boca em no Congresso
A queixa-crime analisada por Gilmar Mendes nesta sexta teve origem em discussões sobre o suposto crime dentro do Congresso.
Em de março de 2026, durante reunião da CPMI do INSS, da qual Alfredo Gaspar era relator, o clima esquentou quando ele apresentava o relatório final.
Interrompido por Lindbergh Farias, que era contra o relatório, Gaspar foi acusado pelo petista de ser "estuprador". Depois, nos corredores do Congresso, Lindbergh e Soraya Thronicke concederam entrevista coletiva mencionando a apuração da PF.
Gilmar cita imunidade parlamentar e rejeita queixa de vice de Flávio contra congressistas que mencionaram acusação de estupro
