Fósseis encontrados na China permitiram aos cientistas descreverem com mais precisão a aparência dos denisovanos, uma linhagem humana extinta cuja anatomia permaneceu pouco conhecida durante décadas. Com idade estimada entre 138 mil e 199 mil anos, os restos indicam que esses indivíduos tinham crânio baixo e alongado, testa inclinada para trás, saliências ósseas proeminentes acima dos olhos e maçãs do rosto planas.
Publicado na quarta-feira (21) na revista Nature, o estudo foi conduzido pela Academia Chinesa de Ciências. Além de oferecer novas pistas sobre as características físicas dos denisovanos, a pesquisa ainda sugere que outros fósseis encontrados no leste asiático, antes atribuídos a grupos diferentes, podem pertencer à essa mesma linhagem.
A descoberta foi possível graças à análise de proteínas preservadas nos ossos e à comparação entre crânios, mandíbulas e dentes. Os resultados ampliam o conhecimento sobre esses antigos parentes dos humanos modernos, mas não permitem reconstruir integralmente seus rostos ou determinar características como a cor dos olhos, da pele e dos cabelos.
Proteínas ajudam a identificar os fósseis
Os restos foram originalmente encontrados em 1974, em Xujiayao, no norte da China, junto a vestígios de animais e milhares de ferramentas e outros artefatos, lembra o portal Nautilus. O material inclui fragmentos de crânios, mandíbulas e dentes de aproximadamente 20 indivíduos.
Estudo inédito revela aparência dos denisovanos a partir de fóssil de quase 200 mil anos
