O ministro da Fazenda e coordenador econômico do candidato à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dario Durigan, disse que a suspensão do pagamento das dívidas prometida por Flávio Bolsonaro (PL) não é possível. No debate presidencial Band/Estadão realizado no último domingo (18), Flávio prometeu que, em um eventual governo, haverá carência de seis meses para dívidas de pessoas físicas e de um ano para empresas, além de crédito barato e de longo prazo.
“Nenhum governo conseguiria entregar o que ele, Flávio, falou”, afirmou Durigan em entrevista ao UOL.
O ministro fez menção ao Desenrola 3, que busca novamente atacar a questão do endividamento, com o governo comprando dívidas mais antigas que as instituições financeiras não conseguiriam recuperar. “A gente precisa se aliar com o mercado nesse caso, de maneira responsável e sustentável, para dar uma resposta que aí sim, virá de novo resposta concreta para a vida das pessoas, que é o que nos importa de fato”.
Perse
O atual titular da Fazenda ainda fez menção a outra proposta de Flávio Bolsonaro, de retomar a política de renúncia fiscal no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), em um aceno à classe artística e ao setor de eventos.
O ministro lembrou que o programa teve impacto de mais de R$ 50 bilhões e que a empresa que mais se beneficiou foi o iFood.
