A chuva de meteoros Oriônidas, formada por partículas de poeira deixadas pelo famoso cometa Halley, teve seu pico mais visível na madrugada da última quinta-feira (22). Mas, caso você tenha perdido o espetáculo noturno, aí vai a dica: haverá mais chances de observar meteoros rasgando o céu, ainda que com menor visibilidade. “Ontem, o que passou foi o pico do fenômeno. Mas a gente ainda consegue ver a chuva de meteoros até o início de novembro”, diz Mirian Castejon, astrofísica formada pela USP e supervisora de astronomia do Planetário Ibirapuera, em entrevista à GALILEU.
O pico de uma chuva de meteoros acontece quando a Terra se alinha a um ponto que parece que todos os fragmentos parecem estar vindo do mesmo ponto do espaço, aumentando o número de estrelas-cadentes (nome popular para meteoros e meteoritos) flagrados riscando os céus.
Oriônidas e o cometa Halley
Oriônidas é o nome dado à chuva de meteoros que acontece à frente da constelação de Órion (que abriga as famosas Três Marias) do ponto de vista de quem está na Terra. “Na nossa perspectiva aqui da Terra, parece que todos os meteoros estão vindo do mesmo lugar, na direção da constelação de Órion”, explica Mirian.
A especialista explica que, apesar da nossa percepção enviesada, os meteoros não têm nenhuma relação com a constelação. Na verdade, ela está muito longe da Terra e serve apenas como um plano de fundo.
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