A defasagem do preço do diesel nas refinarias da Petrobras ultrapassou pela primeira vez o valor da subvenção do governo, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Após o fechamento de quinta-feira (22), a diferença média chegou a 108%, o equivalente a R$ 3,53 por litro. O desconto da subvenção estava em R$ 3,52 por litro.
A pressão sobre o diesel ocorre em meio à continuidade da alta do petróleo no mercado internacional. Segundo a Abicom, esse movimento ampliou a distância entre os preços praticados pela Petrobras e as referências externas.
No mercado, a expectativa é de reajuste nos combustíveis da estatal após as eleições de domingo (25). No caso do diesel, o preço está sem alteração há 145 dias, enquanto a valorização do combustível no ano gira em torno de 70%.
Na gasolina, a pressão é menor após o aumento de R$ 0,44 por litro realizado em meados de setembro.
A avaliação do mercado ganhou força com a manutenção das restrições de oferta de petróleo e diesel no cenário internacional, em meio às guerras entre Estados Unidos e Irã e entre Rússia e Ucrânia. A expectativa inicial era de petróleo em torno de US$ 50 por barril ao longo do ano, mas a cotação passou a operar há semanas em novo patamar, acima de US$ 100 por barril.
O Conselho de Administração da Petrobras tem reunião marcada para segunda-feira (26), quando deve avaliar os preços dos combustíveis, com foco principal no diesel.
