Este é o último artigo que escrevo antes da votação do segundo turno. Quando voltar a escrever, já saberemos se o Brasil continuará a insistir no mesmo erro, Lula, ou se resolveu mudar de equívoco, elegendo Flávio Bolsonaro e consertando um pouco a economia.
Diante do factoide da quebra de sigilos inventada pela campanha de Lula e abraçada pela de Flávio, resolvi falar um pouco de um presidente de verdade, o general francês Charles de Gaulle, que morreu no já longínquo ano do Senhor de 1970, dias antes de completar nove décadas de vida.
De Gaulle visitou o Brasil em 1964, seis meses depois do golpe militar, para selar o fim da chamada Guerra da Lagosta (procure no Google), uma ridicularia pesqueira que quase degenerou em conflito armado.
A minha avó divertia-se com a história de que os anfitriões brasileiros precisaram improvisar uma cama para o 1m96 de altura do general, altitude da qual ele gostava de proclamar “la grandeur de La France”, a grandeza da França, desde que, refugiado em Londres, comandou a resistência francesa aos invasores nazistas. Atenuou, assim, a vergonha colaboracionista do Marechal Pétain.
Credita-se a De Gaulle uma frase que ele jamais disse, mas que poderia ter dito: “o Brasil não é um país sério”. A frase, na verdade, saiu da boca de um brasileiro atilado, Carlos Alves de Souza Filho, embaixador em Paris quando ocorreu a Guerra da Lagosta.
É que o general De Gaulle era um frasista e tanto.
