Pesquisadores identificaram os restos mortais de um cachorro sem pelos do Peru com cerca de 1.200 anos de antiguidade no sítio arqueológico de Castelo de Huarmey, localizado a 305 quilômetros ao norte da capital Lima.
A descoberta, cujos resultados foram divulgados pelo periódico científico Journal of Anthropological Archaeology, representa o primeiro registro físico dessa variedade de animal no local.
O achado ganhou destaque por revelar detalhes inéditos sobre a dinâmica social e a convivência com os animais no Império Wari, civilização que ocupou a região costeira entre os anos 600 e 1.050 d.C., período que antecede em aproximadamente quatro séculos a consolidação do Império Inca.
Ao longo dos últimos 15 anos de escavações no complexo de 44,5 hectares, que funcionava como polo administrativo e funerário, os arqueólogos mapearam diversos achados históricos relevantes.
Quinze anos de achados em Huarmey
Entre os marcos da pesquisa no local estão a descoberta de uma sepultura intacta da elite com 58 mulheres de elevada posição social e 1.300 objetos, além de tumbas de artesãos enterrados com utensílios em ouro, prata e bronze.
No acervo canino, os especialistas recuperaram 341 elementos ósseos atribuídos a pelo menos 19 cães, destacando-se um exemplar masculino preservado em estado de mumificação completa, datados por radiocarbono confirmou a idade mínima de 1.200 anos, tornando-o o animal mais antigo registrado no complexo.
