Neste domingo (25), quando o cidadão brasileiro digitar o seu voto na urna eletrônica, não estará decidindo apenas quem ocupará a cadeira presidencial pelos próximos quatro anos. O que está em jogo neste segundo turno é a própria sobrevivência das liberdades individuais, da decência pública e do equilíbrio institucional do país pelas próximas três décadas.
Diante do que assistimos nesta última semana de campanha, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa um salto no escuro rumo ao aparelhamento absoluto do Estado.
Basta olhar para o noticiário dos últimos dias, para constatar que a velha atmosfera de escândalos que marcou as gestões petistas no passado voltou a rondar o coração do poder.
No último debate, e ao longo de toda a semana, o governo mostrou-se incapaz de explicar de forma convincente a revoltante farra dos descontos ilegais nos benefícios de aposentados do INSS, alvo da Operação Sem Desconto, que atingiu em cheio o sindicato (Sindnapi) do qual Frei Chico, irmão de Lula, é vice-presidente.
Como se não bastasse o avanço sobre o bolso dos idosos, pesam sobre o entorno presidencial os dois inquéritos na Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
