O Tribunal de Justiça do Estado do Cearáarquivou, nessa quinta-feira (22/10), a investigação contra João Munhoz Neto pelos crimes de feminicídio e indução ao suicídio no caso da morte da estudante de direito Isabelle Caracristi. A jovem foi a óbito em 13 de setembro, aos 22 anos, em um condomínio em Fortaleza (CE).
A decisão foi proferida pelo Juízo da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, após manifestação do Ministério Público.
O arquivamento se restringe aos crimes dolosos contra a vida. A Justiça também determinou que a apuração dos demais crimes seja encaminhada a um dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital. O processo tramita sob sigilo.
João, portanto, continua respondendo em liberdade, com tornozeleira eletrônica, pelos crimes de violência psicológica contra a mulher e fraude processual, pelos quais foi indiciado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE).
Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, aos 22 anos, no condomínio de luxo onde morava com o namorado, em Fortaleza.
A morte de Isabelle Caracristi ganhou repercussão após a mãe dela, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais em que pedia explicações e justiça pela morte da filha. João Munhoz foi preso na terça-feira (22/9), em um prédio pertencente a familiares.
