O Ministério Público Federal pediu explicações à Meta -empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp- sobre o bloqueio automático de publicações durante as eleições de 2026. A empresa informou ter restringido 206.910 conteúdos de 1º a 5 de outubro, no 1º turno, com base em critérios de silêncio eleitoral e identificação de IA (inteligência artificial) em posts políticos.
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, considerou as justificativas insuficientes. Na 4ª feira (21.out.2026), recomendou medidas urgentes para evitar restrições indevidas e garantir a liberdade de expressão nas redes sociais.
A Meta tem prazo de 48 horas para informar se acatará as recomendações e quais providências adotará no 2º turno, no domingo (25.out.2026). Também deve apresentar um relatório conclusivo em até 30 dias.
A atuação do órgão começou depois de representações das organizações Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z. As entidades reuniram mais de 1.000 relatos de remoções de posts, suspensões de contas e restrições de alcance no período eleitoral.
Entre os afetados estão veículos de comunicação, jornalistas, entidades estudantis, movimentos sociais e cidadãos. Segundo o MPF, parte das restrições foi aplicada sem justificativa individualizada ou com classificações inadequadas em categorias graves, como terrorismo e exploração sexual infantil.
