A Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, está restringindo publicações por identificação de IA (inteligência artificial) na reta final do 2º turno das eleições de 2026. Os bloqueios também atingem conteúdos que, segundo seus responsáveis, não foram produzidos com a tecnologia. A situação está relacionada a uma regra do Tribunal Superior Eleitoral, em vigor desde 5ª feira (22.out.2026), que restringe a circulação de novos conteúdos sintéticos envolvendo candidatos e pessoas públicas nos dias próximos à votação de domingo (25.out.2026). Leia a íntegra do comunicado (PDF - 198 kB).
Entre os casos estão uma publicação do Poder360 com a análise do canal Exército do Lula, uma reportagem sobre uma garrafa de whisky de R$ 500 mil que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, procurou para presentear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma publicação sobre o cantor MC Cabelinho e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A determinação, não proíbe todo conteúdo eleitoral nem o uso de qualquer ferramenta de IA. A diferença está na forma como a Meta aplica a restrição. A empresa informou que identifica automaticamente sinais técnicos de inteligência artificial nos arquivos e torna as publicações indisponíveis no Brasil para cumprir a resolução.
Como muitos aplicativos de edição utilizam recursos de IA, até arquivos que passaram apenas por determinados processos de edição podem apresentar essas marcações.
O QUE O TSE PROIBIU?
