No dia seguinte, dia 26 de outubro, curada a ressaca cívica e eleitoral da Campanha presidencial, o presidente eleito ou reeleito vai precisar começar logo a pensar o que vai dizer aos brasileiros na hora da diplomação em 18 de dezembro e, depois, na hora da posse em 05 de janeiro de 2027.
O cenário para 2027 é de queda do crescimento, aumento do desemprego, continuidade dos juros altos, persistência de inflação acima da meta, e reprodução do endividamento das empresas, das famílias e do governo.
Para sair do “modo alarmista” e para evitar o caminho de um eventual estelionato eleitoral, o presidente eleito - seja Flavio Bolsonaro seja Lula -, vai precisar trabalhar na mudança das expectativas já a partir da Diplomação e depois, com mais detalhes, na Posse. Na economia e na política, como sabemos, as expectativas importam muito.
Portanto, será preciso ancorar as expectativas institucionais e fiscais já no início do jogo. Quanto ao desafio institucional, é inescapável o anúncio de um governo de coabitação com o Congresso e um ministério formado por uma frente ampla - sem hegemonia do PL (se for Flavio) ou sem hegemonia do PT (se for Lula). O anúncio é uma demonstração simbólica de força e liderança.
Quanto ao desafio fiscal, todos sabemos que o ideal é um ajuste de 3% do PIB. Mas para ser crível e executado, a mediana das propostas na mesa sugere 2% do PIB em até quatro anos.
