O STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Paola Stefany Neto Cirino, diarista acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte. A decisão do ministro Messod Azulay Neto foi tomada na terça-feira (20) e publicada nesta quinta-feira (22).
Os advogados solicitaram a substituição da prisão preventiva por outras medidas cautelares. Antes de recorrer ao STJ, a defesa já havia tido um pedido de liberdade negado pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).
Ao avaliar o habeas corpus, o ministro afirmou que não encontrou motivos que justificassem a revogação da prisão preventiva, como a existência de constrangimento ilegal ou perigo da demora. Paola Stefany foi denunciada pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) por latrocínio consumado.
O casal foi morto em 29 de junho, no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. As vítimas foram identificadas como Cláudio Atala Inácio, advogado de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O filho do casal foi quem encontrou os corpos no dia seguinte ao crime.
Segundo as investigações, Paola estava trabalhando como diarista na casa do casal, ela havia sido indicada por um primo de Maria Clotilde para fazer o serviço. Durante o almoço, a diarista teria colocado alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco para dopar os idosos.
