7 de outubro é tema central das eleições de Israel
Numa disputa eleitoral tão polarizada, cada voto conta e pode ser decisivo para definir o próximo governante. Não, não se trata do Brasil, que vai às urnas no domingo. O foco aqui é Israel, onde os cidadãos que moram no exterior precisam voltar ao país se quiserem exercer o seu direito de escolher, na terça-feira (27), seu futuro primeiro-ministro.
O voto dos expatriados exige tempo e dinheiro, já que só pode ser presencial e dentro das fronteiras israelenses.
Neste confronto eleitoral acirrado, em que as pesquisas apontam para um empate entre o premiê Benjamin Netanyahu, do Likud, e o opositor Gadi Eisenkot, do Yashar, pelo menos 65 mil eleitores estão dispostos a fazer este sacrifício.
Estima-se que 630 mil israelenses residem fora do país e representam 6% da população.
Voos coordenados pela Aid Coalition, uma organização apartidária e sem fins lucrativos, estão levando os eleitores de volta a Israel apenas para votar, num movimento atípico em relação aos pleitos anteriores.
O êxodo registrado nos últimos anos e o isolamento do país no cenário internacional ajudam a explicar a adesão à iniciativa, que vem atraindo levas de eleitores, desiludidos com o atual governo comandado por Netanyahu e desejosos de mudanças. Estão em jogo 120 cadeiras do Parlamento.
Milhares de israelenses voltam ao país apenas para votar
