Volkswagen Tiguan na linha de produção de Wolfsburg, Alemanha.
Divulgação / VW
Os funcionários da Volkswagen na Alemanha ameaçaram entrar em greve a partir de janeiro se a montadora não reverter o cancelamento de acordos salariais. O sindicato IG Metall estabeleceu o final de outubro como prazo para que a empresa recue da decisão. As informações são da Reuters
A mobilização ocorre após a Volkswagen encerrar contratos que garantiam padrões trabalhistas históricos na companhia. A medida imposta pela gestão afetou negociações sobre o pagamento de férias e regras de jornada de trabalho.
Em meio ao impasse, o conselho de trabalhadores informou que a diretoria executiva planeja congelar os salários de 660 mil funcionários em todo o mundo até o ano de 2030. O corte de custos tenta conter os impactos da concorrência chinesa, das despesas com tarifas e dos gastos com a transição para veículos elétricos.
O plano de reestruturação da montadora europeia pode atingir 100 mil postos de trabalho. A empresa também avalia o fechamento de até quatro fábricas no território alemão.
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Segundo a Reuters, o negociador principal do sindicato IG Metall, Thorsten Groeger, afirmou que uma ação massiva será iniciada caso a empresa não retire o aviso de rescisão dos acordos.
Ele declarou que as mobilizações vão preparar o caminho para greves, que atualmente estão proibidas por uma trégua em vigor até o primeiro dia de janeiro.
Funcionários da Volkswagen na Alemanha ameaçam greve se empresa não cumprir acordos salariais
