Os programas de governo de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incorporam demandas centrais do agronegócio, como ampliação do seguro rural, investimentos em infraestrutura e redução da dependência brasileira de fertilizantes importados. As propostas, porém, seguem caminhos diferentes para enfrentar os problemas de financiamento, endividamento e apoio à produção.
A comparação dos programas apresentados à Justiça Eleitoral, que foi detalhadas pela CNN Agro em diversos temas nas últimas duas semanas, mostra que os candidatos reconhecem parte dos principais gargalos do setor, mas nem todas as propostas vêm acompanhadas de metas, orçamento ou prazos de execução. A diferença está tanto nos instrumentos escolhidos quanto no grau de detalhamento das medidas.
Onde os candidatos convergem
A ampliação do seguro rural é um dos pontos em comum. Os dois candidatos prometem fortalecer a proteção financeira dos produtores diante de perdas na atividade agropecuária, especialmente em um cenário de maior exposição a eventos climáticos.
Lula prevê fortalecer a política de seguro, ampliar o acesso dos agricultores familiares e discutir mecanismos para enfrentar perdas catastróficas. Flávio propõe ampliar a cobertura como parte de uma agenda de previsibilidade financeira para o produtor. Nenhum dos dois programas, entretanto, define o orçamento destinado à política ou estabelece metas de expansão da área segurada.
