Há um fenômeno evidente no RUF - Ranking Universitário Folha: a predominância de universidades públicas paulistas classificadas entre as melhores do país. A última edição, que veio à tona em outubro, trouxe duas universidades do estado, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na liderança nacional do ranking. Também estão no topo a Universidade Estadual Paulista (Unesp), em sexto lugar, e a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), em décimo.
O ranking, que ajudei a criar e cujo conselho consultivo eu integro, é publicado anualmente pelo jornal Folha de S.Paulo desde 2012, com um hiato na pandemia (não houve edições em 2020, 2021 e 2022). Essa é, portanto, a 12ª edição da listagem, a única nesse perfil no país.
A avaliação olha para todas as universidades brasileiras a partir de cinco critérios: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado, os três primeiros valem metade da nota recebida por cada universidade, e os últimos somam a segunda metade. Instituições que vão bem no RUF (como as universidades públicas paulistas) tendem a se destacar nacionalmente nos esforços e nos resultados para a produção de ciência e de tecnologia.
Estamos falando, por exemplo, da quantidade de artigos científicos produzidos ou de teses defendidas para cada docente e de patentes concedidas para cada universidade.
