A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou de 21 milhões para 23,8 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de trigo da Argentina em 2026/27. Segundo a entidade, o volume projetado seria o segundo maior dos últimos 17 anos, abaixo apenas do recorde de 28,5 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior. O rendimento médio nacional foi estimado em 3,53 toneladas por hectare.
A BCR informou que a nova projeção para o trigo coloca a safra 2026/27 como a terceira melhor marca de rendimento médio desde 2010. Ao mesmo tempo, a bolsa observou que as condições climáticas registradas em outubro seguem no radar dos produtores.
De acordo com a entidade, o mês tem sido marcado por temperaturas baixas, menor incidência de radiação solar e chuvas abaixo do esperado. Esse quadro, segundo a bolsa, pode comprometer o desenvolvimento das plantas e limitar os rendimentos.
Para o milho, a estimativa é de uma área plantada de 10,6 milhões de hectares e produção de cerca de 67,5 milhões de toneladas. Mesmo com a perspectiva de uma safra expressiva, a área representa recuo de 3,6% em relação aos 11 milhões de hectares do ciclo anterior.
No caso da soja, o plantio começa sob incertezas climáticas. A Bolsa de Rosário afirmou que os produtores acompanham com perplexidade o comportamento do fenômeno El Niño, que até agora não se apresentou como esperado. As temperaturas baixas também têm dificultado o início dos trabalhos, com relatos de frio ainda excessivo para a semeadura.
