O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido para que Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), participe presencialmente de uma sessão do Tribunal do Júri marcada para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027. A decisão foi assinada pelo juiz Gustavo Celeste Ormenese em 22 de outubro de 2026.
Além de Marcola, outros dois réus também foram impedidos de comparecer fisicamente ao julgamento: Júlio César Guedes de Moraes e Marcos Paulo Ferreira Lustosa. Os três deverão acompanhar a sessão por videoconferência, com transmissão de áudio e vídeo em tempo real, e prestar depoimento pela mesma modalidade.
Na decisão, o magistrado considerou os pareceres contrários ao deslocamento apresentados pela Penitenciária II Maurício Henrique Guimarães Pereira, em Presidente Venceslau, e pela Coordenação-Geral de Classificação e Movimentação de Presos do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Risco de resgate e necessidade de reforço na segurança
Segundo o juiz, os relatórios das autoridades penitenciárias apontam riscos concretos durante o transporte terrestre dos presos até o fórum onde será realizado o julgamento. Entre as ameaças mencionadas estão possíveis tentativas de resgate, emboscadas em rodovias e confrontos armados.
