Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula
Montagem - Wilton Junior/Estadão Conteúdo; REUTERS/Nathan Howard; REUTERS/Adriano Machado
Diplomatas estrangeiros em Brasília estão avaliando reconhecer rapidamente quem quer que seja o vencedor do segundo turno da eleição presidencial de domingo, disseram quatro embaixadores à Reuters, com o objetivo de evitar quaisquer tentativas vindas de fora do país de declarar prematuramente a vitória de qualquer um dos candidatos.
No entanto, eles ainda não formalizaram um plano, com várias missões diplomáticas ainda discutindo com seus governos sobre a melhor forma de proceder, acrescentaram as fontes.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno no início do mês na liderança, está empatado com o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50% dos votos válidos, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira.
Dois embaixadores disseram à Reuters que temem que o presidente dos EUA, Donald Trump, ou seu governo, possam questionar o resultado caso Lula vença por uma margem estreita.
“Não me surpreenderia se Trump ou (o presidente argentino de direita Javier) Milei declarassem Bolsonaro vencedor antes mesmo das autoridades eleitorais”, disse um embaixador, acrescentando temer que tal cenário possa provocar uma grave crise institucional.
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O embaixador, que falou sob condição de anonimato devido à delicadeza do assunto, disse que não estava envolvido em discussões com outros governos.
Diplomatas estrangeiros no Brasil avaliam reconhecer rapidamente ganhador das eleições e temem reação de Trump
