Uma pessoa pratica atividade física, mantém uma alimentação equilibrada, não fuma, cuida do peso e faz seus exames regularmente. O colesterol não parece preocupante e ela se considera saudável. Ainda assim, pode existir um fator de risco cardiovascular importante que nunca foi investigado: a lipoproteína(a), ou Lp(a).
O assunto voltou ao centro das discussões recentemente, com a divulgação dos primeiros resultados do Lp(a)HORIZON, um dos estudos cardiovasculares mais aguardados de 2026. O ensaio avaliou se a redução específica da lipoproteína(a) com o medicamento pelacarsen seria capaz de diminuir eventos cardiovasculares em pacientes que já apresentavam doença cardiovascular aterosclerótica e Lp(a) elevada.. O medicamento reduziu o marcador, mas o estudo não atingiu seu objetivo principal de demonstrar uma diminuição de eventos cardiovasculares em comparação ao placebo.
Para a endocrinologista Dra. Isis Toledo, o resultado chama atenção por dois motivos. O primeiro é colocar em evidência um fator de risco ainda pouco conhecido pelos pacientes. O segundo é levantar uma pergunta importante para a medicina: se níveis elevados de Lp(a) estão relacionados ao risco cardiovascular, por que uma redução expressiva desse marcador não se traduziu em menos eventos?
“Uma pessoa pode fazer exercício, ter uma boa alimentação, não fumar e cuidar do sono, mas isso não significa que esteja completamente protegida.
