A expansão das parcerias entre o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, o ICE, e forças de segurança estaduais e locais amplia a fiscalização sobre imigrantes sem status regular, incluindo brasileiros. Na atualização de 20 de outubro, o órgão registrava 2.698 memorandos de acordo com o programa 287(g), distribuídos por 38 estados e dois territórios americanos.
O programa permite que policiais selecionados e capacitados exerçam determinadas funções de fiscalização migratória sob direção e supervisão federal. Dependendo da modalidade adotada, uma ocorrência policial de rotina ou uma passagem por uma cadeia local pode levar à identificação de uma irregularidade migratória e ao encaminhamento do caso ao ICE.
Para brasileiros indocumentados, isso amplia as situações em que o contato com uma autoridade local pode ter consequências migratórias. O alcance da fiscalização depende do acordo firmado pela instituição e das atribuições concedidas aos agentes participantes.
Uma publicação do perfil Rapid Response 47, ligado à Casa Branca, destacou 2.246 instituições policiais participantes e crescimento de 1.564% desde 20 de janeiro de 2025, início do segundo mandato de Donald Trump. Na ficha oficial do ICE, entretanto, os 2.246 aparecem como acordos ativos.
A diferença é relevante porque uma mesma instituição pode participar de mais de uma modalidade.
