Muito antes de Cleópatra, Nefertiti ou Hatshepsut ocuparem o trono, uma mulher pode ter comandado a civilização egípcia antiga. Descobertas sobre Meretneith, que viveu há mais de cinco mil anos, sugerem que ela pode ter sido uma das primeiras governantes após a unificação do Egito, ainda na Primeira Dinastia.
Quando arqueólogos encontraram a tumba de Meretneith, ainda no final do século 19, já havia indícios de que se tratava de alguém importante. Elaborado com requinte, o local continha artefatos de pedra, marfim e cobre - uma tumba digna de faraós. Além disso, seu nome, que significa “amada de Neith”, é uma referência direta a uma das deusas mais respeitadas do Egito Antigo.
A tumba de Meretneith também tinha uma estela, uma estrutura de pedra contendo um texto escrito em hieróglifos. Diferentemente das tumbas de outros reis encontrados no local, porém, a estela dela não tinha um elemento importante: um símbolo chamado serekh. Esse desenho era usado para identificar quem era faraó no momento de sua morte, ou seja, quem de fato comandava aquele povo.
Por causa disso, vários pesquisadores acreditam que Meretneith não teve o mesmo papel que os governantes masculinos.
