Por: Maurício Aniche, CTO e cofundador da AluraPor muito tempo, a produtividade em software esteve associada à capacidade de escrever código mais rápido.
Novas linguagens, frameworks, bibliotecas e plataformas surgiam com a promessa de reduzir o esforço necessário para transformar uma ideia em um produto digital. Em certa medida, era isso mesmo: a história da tecnologia pode ser contada como uma sucessão de ferramentas que diminuíram o custo de implementação.
A inteligência artificial generativa, e mais recentemente a inteligência artificial agêntica, é mais um capítulo dessa história. Mas talvez seja o capítulo que mais acelerou essa transformação.
Hoje, ferramentas baseadas em IA conseguem gerar funções, criar testes, sugerir arquiteturas e até executar tarefas relativamente complexas em poucos minutos. Com a chegada dos agentes de IA, começamos a ver sistemas capazes de atuar em diferentes etapas do ciclo de desenvolvimento, analisando código, propondo mudanças, executando validações e colaborando com equipes técnicas de maneiras que seriam difíceis de imaginar poucos anos atrás.
Diante desse cenário, uma pergunta se tornou recorrente: se a IA consegue programar, ainda faz sentido aprender engenharia de software?
A resposta é sim. E, paradoxalmente, talvez a engenharia de software nunca tenha sido tão importante.
O motivo é simples: software nunca foi apenas código.
