Montagem com Flávio Bolsonaro, Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva.
Reuters
O presidente da Argentina, Javier Milei, virou assunto ao longo da eleição brasileira. O ultraliberal assumiu o governo do país vizinho em 2023 com a promessa de recuperar a economia por meio do “Plano Motosserra”. O duro programa de ajuste incluía cortes profundos nos gastos públicos, fim de subsídios, desvalorização do peso argentino e desregulamentação.
Como mostrou o g1, um dos principais temas econômicos das campanhas presidenciais no Brasil é justamente o equilíbrio das contas públicas.
Nesse debate, Milei se tornou mais um símbolo da polarização: enquanto Flávio Bolsonaro (PL) vê o argentino como exemplo a ser seguido, Lula (PT) alerta para os custos sociais de medidas tão severas na economia. (saiba mais abaixo)
Esse é o mesmo dilema que Milei enfrenta hoje na Argentina:
Por um lado, após quase três anos de governo, as medidas de ajuste econômico reduziram a inflação e melhoraram importantes indicadores da economia, como o equilíbrio das contas públicas do país.
Por outro, a paciência de muitos argentinos com o “sacrifício necessário” para arrumar a casa começou a se esgotar à medida que os efeitos das medidas atingiram as empresas, o mercado de trabalho, a renda e o consumo das famílias.
Agora no g1
Como está a economia argentina?
Sob a gestão de Milei, a Argentina passou a arrecadar mais do que gasta, equilibrando as contas públicas.
Da 'motosserra' ao custo social: como o modelo econômico de Milei virou tema da eleição brasileira
