Nnesse dia, o Brasil vivia um dos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19, registrando 1.163 novas mortes em 24 horas, segundo o balanço final do consórcio de veículos de imprensa. Elevava-se, assim, para 77.932 o total acumulado de vítimas fatais desde a primeira, a de uma mulher de 57 anos de idade, ocorrida em 12 de março. O número de pessoas infectadas já havia ultrapassado a marca histórica de 2 milhões.
Com a escalada da doença, o país consolidava-se como o segundo do mundo em número de infectados e de óbitos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Na mesma data, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que os números indicavam uma “estabilização” no país, embora em patamares alarmantemente altos.
Paralelamente à crise sanitária, os impactos socioeconômicos se agravavam. Dados divulgados pelo IBGE apontavam o fechamento de mais de 700 mil empresas em decorrência das medidas de restrição e do isolamento social. Além disso, uma nota da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia alertava que a baixa mobilidade dos trabalhadores e a lentidão nos processos de falência empresarial poderiam prolongar a recessão econômica no país.
