Depois de um primeiro turno apático, o PT chega à reta final do segundo turno com um plano digital organizado em torno do candidato presidencial à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na quinta-feira (22/10), o deputado federal André Janones (Rede-MG) fez uma live com o presidente, que chegou a ter 1,5 milhão de aparelhos diferentes conectados ao mesmo tempo.
O plano tem duas frentes: uma de exaltação à Lula, comandado por Janones e seu exército de 8,7 milhões de membros no canal do Whatsapp. Por outro lado, pequenos e médios influenciadores digitais despertam o medo caso o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro(PL), vença a eleição.
A avaliação de profissionais da comunicação próximos ligados ao PT é que Lula conquista mais eleitores como uma liderança carismática do que partindo para o ataque contra o candidato bolsonarista, o que já foi testado nessa campanha e não surtiu o resultado esperado.
Cautela com o TSE
Uma das razões da estratégia estar configurada dessa forma é a investida do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) - contra o Exército do Lula.
O canal do Whatsapp chegou a ser tirado do ar na penúltima semana das eleições, mas já tem mais do que o dobro de integrantes do que quando havia sido derrubado.
