Muitas vezes confundidos, minerais críticos e terras raras constituem duas categorias distintas e altamente estratégicas para a indústria, a tecnologia e a economia brasileira. Especialista consultado pelo Olhar Digital analisou as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que concorrem no segundo turno, para a exploração e o aproveitamento desses recursos no país.
As terras raras formam um grupo fixo de 17 elementos químicos essenciais para ímãs de motores elétricos e equipamentos para a indústria de defesa. Já os minerais críticos são insumos vitais com alto risco de desabastecimento global, como lítio, níquel, cobre e potássio. Em resumo: todas as terras raras são minerais críticos, mas nem todos os minerais críticos são terras raras.
O Brasil possui uma posição geopolítica privilegiada por deter a segunda maior reserva mundial de terras raras, além de grandes jazidas de minerais essenciais. Essa riqueza impacta diretamente a fabricação de baterias, semicondutores, painéis solares e insumos para inteligência artificial, além da produção de fertilizantes para o agronegócio.
O grande debate político concentra-se na capacidade de processar, refinar e industrializar esses insumos no país. Historicamente limitado à exportação de matéria-prima bruta ou de pouco valor agregado, o Brasil enfrenta a oportunidade de integrar etapas complexas das cadeias de valor, tornando a regulação do setor um tema central de soberania econômica.
