A capacidade de atender a demanda global por alimento a partir de preceitos de produção sustentável é uma das metas da cadeia agropecuária. Nos últimos anos, embargos e rigor de negociações entre parceiros comerciais mostraram que sustentabilidade, mais que obrigação, se tornou um ativo econômico necessário para comprar, vender e distribuir comida, fibras e bioenergia.
Os planos de governo dos candidatos à presidência em 2026, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentam propostas amplas para este tema, que não são diretamente relacionadas ao agronegócio, mas incluem o setor nas metas planejadas.
Os dois planos citam alvos para combater o desmatamento, ampliar os biocombustíveis e remunerar a conservação ambiental, ao mesmo tempo que se diferenciam em abordagem e detalhamento sobre sustentabilidade. Os instrumentos previstos para associar sustentabilidade e desenvolvimento econômico também são diferentes entre os candidatos.
No plano do candidato do PL, o termo sustentabilidade é citado uma vez ao longo de 76 páginas. No documento do candidato do PT, a palavra é mencionada 16 vezes em 84 páginas.
Na proteção das florestas, Flávio propõe zerar o desmatamento ilegal até 2029. Já Lula estabelece o compromisso de alcançar o desmatamento líquido zero até 2030.
