Autoridades iranianas destacaram a capacidade de Teerã de operar drones e os planos de retaliação do país, incluindo possíveis ataques a instalações de inteligência artificial. A ameaça do Irã acontece depois que o presidente americano, Donald Trump, deu a entender que os Estados Unidos poderiam retomar os bombardeios após as eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.
Trump afirmou repetidamente que o fim decisivo da guerra no Irã está próximo, e assessores elaboraram planos para novos ataques em conjunto com Israel, assim que ele der sinal verde.
Uma das opções em análise envolve o uso da “mãe de todas as bombas” para atingir a infraestrutura energética e instalações nucleares iranianas, disseram à CNN várias autoridades americanas.
O comandante-chefe do Exército iraniano, major-general Amir Hatami, afirmou que o Irã “alcançou um nível significativo de maturidade na tecnologia de drones e em sistemas não tripulados” e agora está “em uma posição melhor” para combater os Estados Unidos, segundo a emissora estatal iraniana Press TV.
“Avaliamos o inimigo e estamos cientes de suas consideráveis capacidades, mas, levando todos esses fatores em conta, nos preparamos para uma guerra assimétrica e adquirimos os equipamentos necessários para isso”, acrescentou Hatami.
O principal responsável pela segurança do Irã, general Mohsen Rezaei, afirmou que o país está preparado para realizar ataques retaliatórios contra um conjunto mais amplo de alvos na região.
