“A arqueologia não pode provar questões de fé dos religiosos. Não posso, por exemplo, pela arqueologia, provar que o anjo Gabriel de fato visitou a Virgem Maria ou que existe uma Trindade divina no céu. Seu papel metodológico é outro. A Bíblia é um livro de natureza religiosa que convida o leitor a verificar a realidade histórica dos eventos que ela descreve. Somente se essa história for verdadeira é que a teologia que se assenta nela poderá ser acreditada”, explica Rodrigo Silva, especialista em Arqueologia Bíblica. Junto com o divulgador científico Sérgio Sacani, ele convida as pessoas a refletirem sobre os segredos da fé e do universo no próximo Metrópoles Talks em Brasília no dia 29 de outubro.
Garanta seu ingresso!
“A arqueologia ajuda tremendamente na compreensão geográfica, usos e costumes antigos, expressões idiomáticas que se perderam no tempo e um montante considerável de informações culturais que colocam o texto numa moldura esclarecedora. Afinal, vivemos milênios depois dos eventos nela descritos”, pondera.
“Mas, não se trata de descrever o quadro completo, pois temos apenas fragmentos dessa história. A quantidade, porém, de informações já desenterradas é significativa, pois funciona como uma amostragem estatística que permite, com pequena margem de erro, predicar sobre o todo”, acrescenta.
