A Moderna e a Merck disseram na quinta-feira (22) que a vacina contra o câncer baseada em RNA mensageiro, quando combinada com a imunoterapia amplamente utilizada da Merck, reduziu em 42% o risco de morte ou recorrência de melanoma em um grande ensaio clínico, potencialmente abrindo caminho para uma nova era de tratamento personalizado.
As ações da Moderna dispararam desde que as empresas anunciaram, em agosto, o sucesso do ensaio clínico, sem divulgar os dados efetivos, quase quadruplicando até o fechamento de quarta-feira (21). Os papéis encerraram o pregão desta quinta-feira em queda de mais de 17%, após os resultados vazarem mais cedo em um site especializado em oncologia. As ações da Merck fecharam em baixa de cerca de 1,8%.
Os dados do ensaio clínico de fase 3, que envolveu mais de 1.100 pacientes, também mostraram que a combinação reduziu em 38% o risco de disseminação do câncer.
Esses são os primeiros dados a demonstrar que a combinação de uma vacina baseada em mutações exclusivas do tumor de cada paciente com um medicamento que ajuda o sistema imunológico a combater o câncer pode manter a doença sob controle. A vacina, conhecida como intismeran autogene, foi testada em conjunto com o Keytruda, imunoterápico de grande sucesso comercial da Merck e um dos medicamentos mais vendidos do mundo.
Alguns analistas afirmaram que os dados podem levantar preocupações entre investidores sobre até que ponto essa tecnologia poderá ser aplicada a outros tipos de câncer.
