Um major do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi punido com cinco dias de prisão disciplinar após uma sindicância apontar que ele usou funcionários da Associação de Pais, Alunos e Mestres (Apam) do Colégio Militar Dom Pedro II para atender a interesses particulares. Segundo apuração da coluna Na Mira, os trabalhadores teriam feito obras para o militar. Durante um desses serviços, um funcionário sofreu um corte ao manusear uma serra elétrica.
Na época, Alexandre Felipe Zeidan ocupava o cargo de tesoureiro da Apam. Além do uso dos funcionários, o major também é alvo de denúncias envolvendo os veículos da associação. Segundo relatos recebidos pela coluna, ele teria utilizado um carro da entidade para trabalhar como motorista por aplicativo.
Os denunciantes afirmaram ainda que Zeidan teria comprado um automóvel utilizando o CNPJ da Apam e utilizado o cartão corporativo para abastecê-lo. A conduta do militar foi investigada pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros. Durante a apuração, o militar admitiu ter utilizado um veículo da associação para transportar funcionários até a própria residência. Testemunhas também confirmaram situações em que funcionários e recursos da associação foram utilizados para atender a interesses particulares do bombeiro.
