A proximidade das eleições de 2026 e o papel das redes sociais na disputa presidencial estão no centro de um debate sobre a capacidade do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de tomar decisões bem fundamentadas. Ao WW, Fabro Steibel, diretor-executivo do ITS Rio, alertou que a urgência imposta pelo calendário eleitoral pode levar o TSE a decidir sem a completude das informações necessárias para embasar seus pareceres em fatos.
Coordenação autêntica e inautêntica
Steibel explicou que a resolução do TSE distingue dois tipos de coordenação em campanhas eleitorais.
A chamada coordenação autêntica é aquela que qualquer campanha está expressamente autorizada a realizar, mobilizações orgânicas nas redes sociais, engajamento de apoiadores e estratégias abertas de comunicação.
Já a coordenação inautêntica envolve práticas como pagamentos não declarados, caixa dois e comportamentos artificialmente orquestrados, sendo vedada pela legislação eleitoral.
“Aquilo que for autêntico é a campanha, está valendo, você é expressamente autorizado a fazer. Aquilo que for inautêntico, roubou, pagamento, dinheiro por fora, caixa dois, esse não é autorizado”, afirmou Steibel.
O especialista destacou que determinar com precisão em qual categoria se enquadra determinada ação geralmente demanda tempo e investigação aprofundada.
