O cão-guia é essencial para garantir a segurança física e promover a autonomia de pessoas com deficiência visual. Porém, o caminho até que o animal receba a responsabilidade de guiar um humano é longo e pode demorar de um ano e meio a dois anos.
No Brasil, a formação de cães-guias segue diretrizes rigorosas respaldadas pelo Governo Federal e pela Federação Internacional de Cães-Guia. As raças Labrador Retriever e Golden Retriever são as mais recomendadas devido ao equilíbrio emocional, a capacidade de aprendizagem e a sociabilidade.
A preparação começa nos primeiros meses de vida do animal. Por volta dos dois a três meses de idade, o filhote é acolhido por uma família socializadora voluntária com a qual convive durante cerca de um ano.
Nessa fase, a prioridade não é a aplicação de comandos complexos de mobilidade, mas a adaptação do animal à rotina urbana e o seu desenvolvimento emocional. O cão-guia aprende a frequentar transportes públicos, estabelecimentos comerciais, elevadores e ruas movimentadas sem apresentar medo ou excitação excessiva.
Porém, nem todos os filhotes ingressam nas etapas finais de formação.
“Se um cão não demonstrar o perfil necessário para o trabalho, poderá ser encaminhado para outra função ou para uma família como animal de companhia.
