São Paulo - Dos 12 meses em que Alice Vitória de Andrade Reis esteve viva, ela passou metade internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Salvalus, na Mooca, zona leste de São Paulo. E, desse período, passou pouco tempo junto da mãe, a assistente social Leticia Ferreira, de 29 anos, porque estava intubada.
Segundo a mulher, a bebê contraiu a bactéria KPC no ambiente hospitalar, o que lhe causou uma série de problemas de saúde, que a levaram a morte, em 3 de abril, quatro dias após completar 1 ano de idade.
Ao Metrópoles, Leticia destacou que, mesmo com as condições de saúde que tinha, como a síndrome Dandy-Walker, a filha não estava doente quando deu entrada no Salvalus. Ela foi ao hospital apenas para trocar a sonda que utilizava para alimentação.
“Ela nunca teve uma sentença, não era incompatível com a vida”, disse a mulher.
Bebê teve infecção bacteriana no cérebro
A pequena Alice deu entrada no hospital em novembro do ano passado para implantação de gastrotomia (GTT), um acesso direto entre a parede abdominal e o estômago, destinado à administração de alimentação e medicamentos. Na mesma data em que passou pelo procedimento, ela foi encaminhada à UTI, como é de praxe.
Portadora de condições graves, como a síndrome de Dandy-Walker (que atinge o sistema nervoso central) e hidrocefalia, além de comunicação interventricular (CIV), cardiopatia congênita comum da infância, ela não teria recebido os cuidados adequados durante o período de internação.
