Nenhum estádio no mundo é tão especial para os uruguaios do que o Maracanã, onde a celeste venceu a Copa do Mundo de 1950 sobre o Brasil. Nesta quinta-feira, 22, Fernando Muslera obteve seu Maracanazo particular, ao defender três pênaltis (de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique) na classificação do Estudiantes, da Argentina, sobre o Flamengo, na semifinal da Libertadores.
Na decisão, justamente no Centenário de Montevidéu, onde Muslera tantas vezes defendeu o arco uruguaio, a equipe argentina enfrentará o Palmeiras, numa reedição da decisão de 1968, quando venceu a primeira de suas quatro taças.
A classificação à final representa uma redenção de Muslera em 2026. O experiente jogador de 40 anos deixou a Copa do Mundo na América do Norte como grande vilão do Uruguai, eliminado ainda na primeira fase com falhas clamorosas de seu arqueiro. Na eliminação para a Espanha, o jogador chegou a ser substituído ainda no intervalo. O técnico Marcelo Bielsa afirmou, depois da partida, que Muslera pediu para sair.
A origem de Muslera
Durante a Copa do Mundo, a internet como um todo reverberou o questionamento que muitos jornalistas esportivos levantam desde o início da reconstrução da seleção do Uruguai, no fim dos anos 2000: como um país que produz tantos bons jogadores de linha se vê com um titular recorrentemente inseguro por duas décadas?
